coisas cotidianas...

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Domingo, Outubro 03, 2004


Não consigo ser engraçado quando não tô bem.

Blog fechado por tempo determinado:

3 semanas, 5 dias, 12 horas e 52 segundos.


Segunda-feira, Setembro 20, 2004


cansei de ficar escrevendo esse tipo de texto. não dá pra ficar criticando governo, brasil, etc...
vo mudar o rumo dos meus textos..

tentar fazer posts diários fazendo o que eu gosto de fazer: palhaçada

_|_


Terça-feira, Setembro 07, 2004


Lula, hoje, dia 7 de setembro, consagrou a iniciativa do governo de resgatar a auto-estima do brasileiro. Propagandas televisivas, incentivos de novos heróis, e todas essas idiotices que só o nosso povo agüenta. Bem, até agora não compreendi o que Lula entende por "resgatar nossa auto-estima". Resgatar é buscar algo perdido. Não se pode perder alguma coisa que não se tem.
O brasileiro sempre levou na bunda durante toda a época. No império era maltratado como plebe. Na pseudo-república era maltratado como povo. Na ditadura era maltratado como animal domesticado. Agora, na democracia, é maltratado como povo ignorante que somos. Estima é orgulho. Até hoje nunca conheci nenhuma pessoa que passa fome, não tem dinheiro, trabalha feito um escravo e tem orgulho disso.

"O brasileiro é um povo legítimo, que acorda às seis da manhã, pega no batente, ganha pouco, passa dificuldade e ainda assim é feliz". Essa é a desculpa mais deslavada para justificar o fracasso dos nosso políticos e a ignorância de nosso povo. Tudo bem que a maioria esmagadora da população são analfabetos políticos, mas isso é atentado ao pudor. Qualquer pessoa em sã consciência que parasse para pensar descobriria que é um pouco impossível ser feliz nessas condições. E, mais impossível ainda, ser legítimo num país onde uma emissora e algumas revistas ditam o comportamento de toda população.

Wanderlei Lima, maratonista, foi apresentado hoje, num desfile em frente ao Palácio da Alvorada, como o novo herói brasileiro. Seu ato heróico foi correr da fome, correr da miséria, correr da sedução do crime, e, no momento mais importante de sua vida, deixar ser agarrado por um ex-padre maluco. O típico brasileiro: quando não se fode na entrada, se fode na saída. Sendo assim, todos somos heróis. Talvez seja essa a auto-estima que Lula quer empurrar ao brasileiro: a de um herói. Como diz meu amigo Ramon, heróis não servem pra nada.

O povo não precisa de auto-estima. Precisa de comida, dignidade e trabalho.


Sábado, Setembro 04, 2004


Odeio ver jogo do Brasil quando ganhamos. Qualquer tipo de jogo, antes que você cheguem a conclusão precipitada de que é futebol. Atualmente meu desgosto atinge até provas de corrida de vela da classe Laser(??). A pior parte chega quando o brasileiro vencedor se debulha em lágrimas. Calma. Não se estapeiem de raiva, pseudo-patriotas. Deixe-me molhar o bico.
Enquanto tem um brasileiro que não desiste nunca em algum lugar do mundo, chorando de emoção pelo sua vitória ou quadragésimo lugar num esporte sem tradição, as malditas emissoras - em especial a Globo - insistem em fazer flashs ao vivo no Pelourinho, onde o alguns negões exibidos tocam bumbos levantando as mãos pro alto, enquanto algumas mulheres vestidas de baianas(aquelas macumbeiras) ficam fazendo uns passos esquisitos, talvez, quem sabe, a dança da chuva. Durante essa passagem o narrador, totalmente empolgado, profere:
- Veja só, amigo. A festa por todo o Brasil. A alegria dos batuqueiros do Olodum. As baianas em festa. É BRASIL CAMPEÃO!
A batida desse ritmo e a dança das baianas são tão pobres e sem originalidade, que nos fazem perder a alegria pela conquista de algo. Mas a situação pode ser pior: tal transmissão pode mudar seu itinerário e visitar Fortaleza, para mostrar as cearenses dançando frevo no meio da rua, com seus bonitos e reluzentes guarda-chuvas coloridos. Eu acredito piamente que eles festejam assim toda vez que o Brasil ganha algo. E acredito, também, que o Brasil é a cara dos nordestinos.
Não sei o que levou o brasileiro a achar que ele se parece com o nordestino. Pode ser que haja algum trato entre as emissoras de TV e os estados que são taxados como a "cara-do-brasil". Muito dinheiro deve estar em jogo. Ou pode ser que o brasileiro goste de ser conhecido como nordestinos: feios e pobres.


Quarta-feira, Agosto 25, 2004


Uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil não conseguiu trazer ouro pra casa(oh! que novidade!). Após realizar um "dupro twisty carpado todo errado", como diz meu amigo Tiago, nossa brasileirinha capotou para fora do tablado e fudeu, de uma vez só, todas suas chances de medalha. Para mim não faz a mínima diferença. Se eu fosse um juiz, e ela ganhasse, faria de tudo para tirar a medalhinha do quadro para o Brasil pela seguinte declaração:
- Oi, Daiane! Fale para o povo do Brasil o por quê de você não ter ganho a medalha!
- Er...
- Foi nervosismo? Apreensão? Falta de patrocínio e condições adequadas de treinamento?
- Ah, não! Fui eu que errei na hora da apresentação.
- Ahn? Impossível! Tem certeza que não foi o nervosismo nem a falta de patrocinadores? Dor no joelho? Caganeira?
- O_o...
Como vocês podem ver, a Daiane não é brasileira. Renegou uma característica típica do nosso povo: botar a culpa nos outros. Nada é culpa nossa. Nosso atraso foi culpa dos portugueses, nossas dívidas é culpa do FMI, a roubalheira é culpa dos políticos e perdemos as medalhas de ouro por falta de patrocínio. Somos um povo fudido pela culpa alheia, não nossa. NUNCA!
Não sei se o povo se esquece que somos nós somos descendentes de portugueses, nós elegemos os políticos, formamos os economistas do Brasil e somos piores que outros atletas, por isso não conseguimos nenhum incentivo privado para seguir no esporte. Massss, ao invés de lutar para mudar isso, é mais cômodo apontar a mão amarela nos outros.
Bem, estou perdendo aula de Física pra escrever essa porcaria e ninguém comentar. Sabem por quê? Porque vocês são maus e não gostam de mim. Não sou eu que não sei escrever, entenderam? São vocês que são maus! A culpa é de vocês!


Sábado, Agosto 21, 2004


Fui refazer minha escova progressiva. Sofri mais uma vez. Agora tá lisinho, mas só Deus sabe se ele vai continuar liso até lavar, daqui há uns 3 dias. O efeito dura 2 meses e como bom brasileiro resolvi achar uma solução temporária. Quando acabar o dinheiro pra fazer escova eu penso em outra coisa. Porém, estou começando a pensar que isso vai dar errado. O Brasil vive de soluções temporárias. Um ótimo exemplo para ilustrar nossa falta de inteligência em decisões a longo prazo é o sistema de cotas. Os negros não conseguem acessar a faculdade. O que fazer? Dar-lhes condições de adentrá-la dignamente? Não. Melhor reservar umas vaguinhas para eles.
Seguindo à risca minha brasilidade, fiz minha escova mais uma vez. Porém, não custou nada além de gritos eufóricos de dor. Parecem que estão escalpelando sua cabeça. Nada disso me fez parar. Sou brasileiro e não desisto nunca!

Recentemente o governo iniciou a campanha "Sou Brasileiro e não desisto nunca!". Tal anúncio mostra pela TV exemplos de brasileiros que tomaram no cu e se recuperaram. A campanha começou um pouco antes da campanha olímpica do Brasil. Quem sabe o governo não fez isso para darmos uma forcinha para nosso atletas? Eles sempre se fuderam na vida. Nunca tiveram patrocínio. O futuro repete o passado, e, assim sendo, eles estão tomando com força nas Olimpíadas. Quem sabe na próxima olimpíada eles conseguem um bronze pra gente? Nunca deixarão de tentar, afinal, são brasileiros.
Vejo o contrário. Seria melhor se dessistíssemos; e, aproveitando a deixa, não fôssemos mais às Olimpíadas. A cada ano que passa perdemos mais. Deveríamos investir tudo em alguns atletas e enviá-los para lá. Seria mais barato e muito mais gratificante. Michael Phelps, o americano nadador mais foda dos últimos anos, se fosse um país, estaria em 10º lugar no quadro de medalhas. O Brasil, que se gaba de ter a maior delegação de todas as Olimpíadas está em 40º alguma coisa.
Se nosso dinheiro fosse gasto para convencer Phelps a se naturalizar brasileiro e lutar pela nossa pátria, eu ficaria muito mais feliz, afinal, ninguém está pouco se fudendo pros atletas. Nós queremos ostentar medalhas. Phelps nos dará esse trunfo! Com um pouquinho mais de dinheiro e simpatia talvez trouxéssemos o Maurice Greene(aquele negão que corre mais que uma Ferrari).
Mesmo que nossas medalhas não fossem alcançadas, já teríamos que nos vangloriar por não permitir ao Banco do Brasil torrar milhões em torcida todos os meses.

Mudança já! Estou iniciando a campanha: "Sou Brasileiro e quero desistir. O melhor do Brasil não são mais esses brasileiros fracassados que nunca ganham medalhas. É o PHELPS!!"

* Logicamente isso é uma solução temporária. Afinal, eles vão envelhecer e parar de competir. Aí nos teremos de chamar mais atletas, ao invés de criar centros esportivos públicos, ou escolas que possuam infra-estrutura para o esporte.


Sábado, Agosto 14, 2004


Em todo lugar existe gente ridícula, mas parece que na minha cidade esta espécie está em alta. Mesmo achando que os cariocas, londrinos e californianos sejam bem mais ridículos em intensidade, aqui isso existe em quantidade. Vemos pessoas ridículas em cada esquina, em todos os estilos e em todas as camadas da população. Sim, sim. Antes eu achava que a ridicularidade atingia somente pessoas que assistiam à Malhação diariamente. Estava drasticamente enganado. É péssimo quando você está errado e pior ainda quando o erro está dentro de casa.

Recentemente fui a um show de rock, coisa que não fazia há muito tempo, e logo na entrada me senti um peixe fora d'água: 5 de cada 5 pessoas usavam All-Star, e eu com meu Mizuno; 4 de cada 5 pessoas tinham cabelo liso, e eu com minha palha atolada de Enê; 6 de cada 5 usavam blusa preta, e eu com minha humilde camisa azul. Mas sabem, eu já tive meus tempos de ridicularidade, quando andava de preto todos os dias, com espinhos por todo o braço(parecia uma armadura) e uma calça tão rasgada que parecia ter saído das mãos de Edward*(entenderam a piada?). Naquele tempo eu também ia a shows de rock, mas envolto no meu "ridiculismo" não percebia a falta de noção dos outros, muito menos em mim. Bem, agora que estou na Igreja Universal do Reino de Deus isso é outra história.

Quando o portão foi aberto a situação se agravou. Acho que o frenesi pré-show e a vontade de mostrar a todos sua rebeldia, fez triplicar as estatísticas apresentadas anteriormente. Além disso, haviam, também, alguns metaleiros que levavam ao pé da letra e andavam com uma corrente ligando os 2 tímpanos - INTERNAMENTE. Não estou mentindo! Juro pelo Santo Óleo da Purificação Espiritual! Tive a impressão de ver um cabeludo com um piercing nos olhos, mas quando ia me aproximar levei um soco na nuca. Agressão? Não, não. É a nova roda. Com essa globalização todos agora curtem rock. Povo que não sabe o que é RODA, acha que é roda de capoeira e entra batendo em quem tiver na frente. Mas, ok! Estou me recuperando bem do coágulo cerebral.

Bem, furar os olhos não é tão ruim quando comparado a andar com cara de lesado para se sentir "o fumador de baseado". Contei nos dedos os sensatos da platéia que não faziam isso. Talvez seja legal parecer um drogado maltrapilho e eu não sei. Ou talvez seja só vontade de parecer ridículo mesmo.

A ridicularidade está à margem e ao extremo de cada coisa. Tudo necessita de moderação e toda moderação deve ser demarcada por formadores de opinião. O problema é quando estereótipos são fixados como pontos de referência para estilos e condutas. De bandas góticas que incentivam o suicídio a personagens fantasiosos de telenovelas adolescentes, passando por colunistas que incentivam a vulgaridade, a exclusão e o consumismo.

É preciso haver bom senso para que não viremos personagens estereotipados de Malhação, garotos propagandas de marcas ou morcegos auto-destrutivos.


Terça-feira, Julho 27, 2004


Capitalismo, escova progressiva e um pouco do jeitinho brasileiro


Esses dias aê fiz uma escova progressiva. Isso me custou, além dos 60 reais, uma dor de cabeça tremenda, tanto no sentido conotativo, quanto no denotativo. Para vocês verem o grau de vaidade de um ser humano, inventaram uma fórmula que usa formol(sim, aquele que usam em defunto) para passar no cabelo. Essa substância é extremamente tóxica e causa queimaduras leves. Durante o período de espera, após o aplique do produto, esperneei, reclamei, bufei até dizer chega sobre a dor e a ardência causadas. Nos meus primeiros pestanejos já me alertaram para desistir e lavar a cabeça. Logicamente, além de ter uma queimadura filha da puta eu ia processá-los e iriam perder dinheiro... Pensamento capitalista, típico do brasileiro. Após esse sofrimento físico veio o psicológico. A escova não deu certo. Fiquei puto. Voltarei lá para reclamar.

Dizem que o capitalismo é um sistema injusto - existem tantos partidos nacionais socialistas ou que compartilham esse ideal, como o PT, que agora virou neo-liberal como quem passa da água pro vinho, que parece vivermos num país onde o sistema foi imposto e não é típico da natureza do seu povo. O brasileiro é um dos povos mais capitalistas que existe. Sempre queremos passar por cima dos outros. Quando estamos bem, mesmo que irregularmente, ficamos quieto, sem piar. Mas... você deve estar pensando: o que, diabos, tem sua escova progressiva a ver com isso? Simples. A primeira coisa que eu deveria fazer, de acordo com a lei, seria procurar o PROCON, mesmo eu sabendo que meu cabelo é muito ruim e o resultado não seria o melhor possivel. O salão, de acordo com a lei, tentaria se defender, mesmo sabendo que o resultado não foi o melhor possível. E assim ficaríamos numa pendenga até que ambas as partes não se sentissem muito lesadas, ou, incrivelmente, a justiça fosse feita.

A reforma do judiciário é um pouco improvável, já que vai contra os princípios nacionais. Se vamos acabar ou reduzir com a balela jurídica que dava todo o charme brasileiro de querer se dar bem em tudo, dentro da lei, o que será do nosso povo? Como vamos achar meios legais de passar a perna e ficar por cima? Com certeza essa reforma fracassará. É uma medida xenofóbica, prejudicial ao nosso caráter. Seria como o Lula acabar com o Bolsa Escola, que paga 40 reais por mês às famílias que mantém seus filhos na escola. O que fará o sr. Filismino, aquele agricultor do Nordeste que arranjou 14 filhos para desembolsar uns 400 reais por mês?

O sistema judiciário brasileiro é inviável pois, sempre, ambas as partes têm de ser dar bem na história. Para não ser uma disputa injusta criou-se o mágico instrumento da defesa: o recurso! Se uma fábrica é autuada por danos ao meio ambiente pode recorrer e depois de dois anos, quando o lugar prejudicado já estiver recuperado, nenhuma equipe de TV achará graça em apresentar o caso, já que não existe mais a gosma verde que corre pelos rios, pássaros e bichos deformados. Ou seja, nenhum patrocinador bancará um programa ecológico careta. Ninguém assiste isso mesmo. Ninguém verá o comercial.

Isso é para refletir. Qualquer programa, por mais nobre que pareça, ao mostrar a situação de um ambiente devastado não quer salvá-lo. Quer apenas o dinheiro da publicidade, que é paga pelo mesma empresa que destruiu aquele lugar onde viviam felizes os pássarinhos que nós vemos no Globo Repórter. É mais uma vez o jeitinho brasileiro de passar por cima enrraigando na nossa mente.


Quinta-feira, Julho 22, 2004


Deus é um pé-de-coelho


Sempre tive uma vida religiosa ativa. Quando era pequeno aprendi o Pai Nosso. Era minha oracação preferida. Era essa a que eu fazia todo dia apos ver Cavaleiroa do Zodiaco, durante o banho, pedindo a Deus poderes mágicos para elevar meu cosmo. Seguia essa rotina religiosamente. O box do chuveiro e a piscina da casa da minha tia, onde eu podia modificar o fluxo da agua e imaginar que esse era meu poder: concentrar as aguas e dispersar as ondas de H20.

Quando cresci percebi o quanto isso era fútil. Para quê pedir coisas que só me serviriam durante a infância? Esperto como eu só, comecei a suplicar favores que seriam usados durante tempo indetermindado. Dinheiro, saúde, alimento, proteção para mim e meus pais. Isso sim é util. Perfeito! Naquele primeiro momento eu já havia adentrado na população crista religiosamente ativa. Ja recorria a Deus quando precisava. E é assim que todos nós fazemos.

A imagem do Deus misericordioso, salvador e generoso foi totalmente deturpada. Hoje vendem-se Deus em qualquer esquina - vide todas as novas doutrinas e igrejas protestantes que brotam a cada dia, cada vez mais vendendo suas fórmulas para dinheiro e, revolucionando até mesmo a ciência, anunciando cura para a AIDS e cânceres por todo o corpo. Lembramos de Deus quando estamos querendo algo, precisando que algum milagre aconteceça, para fazer uma figuinha para a Mega Sena acumulada. O Todo Poderoso já virou um produto, comercializado como amuleto, um objeto que dá sorte, dependendo do seu afinco ao rezar para suas graças egoístas ou sua participação no dízimo. Deus, nos dias de hoje, pode vir em tamanhos e formas diferentes, de acordo com a sua necessidade por amparo devido ao medo da pobreza, verdade e da morte. Deus virou um pé-de-coelho, e de acordo com a situação atual, parece um desses que compramos em uma banca hippie qualquer. Ele parece um gênio da lâmpada, pronto a atender seus desejos gananciosos.

Quando alguém lhe disser que é religioso, desconfie. Pode ser apenas mais um Alladin, como a maioria de nós.


Quarta-feira, Julho 21, 2004


"Meu Deus, nunca vi tanto preconceito, hipocrisia, megalomania - só para usar palavras suas - juntas. Imagino se algum tipo de poder estivesse em suas mãos. Com essas "super" análises que você faz, certamente estaríamos correndo certo perigo.
Decapolis"

Voltando à ativa e já me deparo com um petardo desses. Querido(a) Decapolis: você deveria parar e pensar antes de me adjetivar tão injustamente. Hipócrita? Onde fui hipócrita no blog? Isso é um problema de conhecimentos gerais. Hipócrita é quem finger ser o que não é, esconde a verdade. Eu fiz o inverso disso: expus a verdade, sem preconceito. Precoceito seria se eu ocultasse o fato e não mencionasse os praticantes. Se usei sinônimos marginalizados por pessoas hipócritas(essa sim) e racistas, é outro caso. Utilizei esse termo justamente para ver a reação de quem lê o blog. Como pensava, vários usuários comentaram condenando meu ato. Hipocrisia é isso.

Pessoas alvas podem ser chamadas de brancos, mas negros não podem ser chamados de pretos. Grande igualdade racial. Palmas para a cortina que se formou nesse assunto.

Megalomania? Não vi onde tenho mania de grandeza. Tenhum um blog simples, não é divulgado, exponho minhas idéias na surdina... Percebi o quanto você sabe sobre adjetivos. Não acertou nenhum. Que pena :(. Não vou nem perder meu tempo falando mais para não me chamarem de coisas piores.

Esqueçam o post de Direitos Humanos... O próximo promete ser mais legal :D


Quarta-feira, Julho 14, 2004


Ae, amiguinhos. Estou deixando este post aqui por tempo indeterminado. Viajarei pra Raposo amanhã. Como não terminei(leia-se comecei) de escrever meu post sobre Direitos Humanos, não vo escrever nada.

Bom, obrigado a todos que estão, enfim, acompanhando meu blog.
Beijoquinhas e pipoquinhas.

Igor


Sábado, Julho 10, 2004


Bom, considerações finais do meu post. Só pra esclarescer. Talvez algumas pessoas tenham se perdido durante a pontuação do texto, ou interpretado mal minhas opiniões:

- Eu não falei que preto é raça. Eu falei que as pessoas "NEGRAS"(pra mim preto e negro é tudo igual, mas parece que tem pessoas que diferenciam) adoram fazer cara de mau, dar uma de bandido.
- A idéia dos currais populares foi uma brincadeira. Acho que ninguém entendeu, então eu não brinco mais.
- Não sou elitista. Sou realista. Falar que a população pobre sabe se comportar é hipocrisia total. Talvez não seja por culpa deles. Não tiveram uma educação de qualidade, não tem uma moradia e vizinhança sadia, mas não vou discursar sobre investimentos em educação, moradia etc. Demagogia total fazer isso em um blog.

Tenham um bom sábado.


Sexta-feira, Julho 09, 2004


Currais populares já!



Está pra nascer uma festa mais mixuruca e tosca que a Expo Agro. Está pra nascer um povo mais ignorante que a classe baixa brasileira. Incrível o poder que ela tem de estragar as coisas - talvez não por sua culpa - em determinados momentos com atitudes dignas de SELVAGENS.
Puta que pariu! Sabe o que é você andar vendo aquelas pessoas sem cultura, sem educação, falando alto, gritando, dando escandalo, andando em grupos e fazendo cara de bandido? Não sei por quê, mas a maioria da população pobre(pricipialmente os pretos) anda fazendo cara de mau-elemento. Porém, eles não acham o bastante: normalmente utilizam gírias típicas de bandidos, também. Pensando bem isso tem a ver com o meu último texto, com uma pontinha de falta de cultura apimentando a mistura, o que resulta em pessoas com total despreparo para se portar civilizadamente em locais públicos.
Um exemplo simples me foi dado pelo amigo Juan. Num concerto da Orquestra Municipal de Campos havia um público razoável. Um dia depois houve um show do Sabor de Beijo - uma banda de axé pseudobaiana daqui - no mesmo local. Como ele sempre passa pelas ruas que dão acesso ao lugar do show, notou uma coisa bastante sugestiva: a quantidade de lixo havia mais que dobrado de um dia pro outro. Sem visões preconceituosas chegamos a conclusão que muitos preferem fingir não existir. A população pobre é TOTALMENTE ignorante e não sabe se portar em lugares onde é exigido, pelo menos, um pouco de bom senso.

O que podemos fazer? Talvez investir em educação. Não, não. Nada de criar escolas para ensino primário, fundamental ou médio. O melhor a fazer é criar instituições de bons modos para nosso povo. Por quê? De que adiantaria investir no social se a maior parte do povo não sabe aproveitá-la? Um fato que ilustra minha humilde afirmação é a depredação dos prédios públicos brasileiros.
Também não adiantaria criarmos centros de excelência. Vamos começar por baixo, de acordo com o nível de instrução da nossa população. Criaremos primeiro currais, que é o lugar apropriado para nosso povo. Após melhoras evoluiríamos para canis, gaiolas, comunidades, para enfim libertá-los em seus habitats: os shows populares!

...

Pra não perder a oportunidade: CIDADE NEGRA, VAI TOMAR NO CÚ! Que showzinho mixuruca, hein?


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